Conheça o Som de Pablo Dominguez

Pablo Dominguez
“Um dia desses”
Os românticos vão para o céu. Os românticos que, ainda por cima, adoram surfe, vão sempre para o mar. E, se gostarem de compor e tocar violão, vão se inspirar e criar pop songs com sabor folk praieiro. Natural de Valença, cidade baiana a 274 km de Salvador e porta de entrada para points paradisíacos do litoral brasileiro como Morro de São Paulo, Pablo Dominguez, 31 anos, é um desses românticos (simples e especiais ao mesmo tempo).
Conhecido dos eventos da região que reúnem surfe e música, o cantor e compositor Pablo Dominguez, na sua, de mansinho, lança seu primeiro álbum: “Um dia desses”. Tendo a faixa “Saudade” (com videoclipe dirigido pelo fotógrafo Rafael Kent, colaborador de bandas de rock como Vivendo do Ócio) como primeira música de trabalho, o álbum reúne 13 canções que giram em torno do mar, amores e algumas trips.
“Música e surfe sempre estiveram juntos na minha vida. Não bebo, não fumo (risos), minha vida é feita de mar e canções”, afirma Pablo Dominguez, que entre 2000 e 2002 liderou a banda Jonny Way. Influenciada pelo neopunk californiano e por bandas brasileiras que iam de Garotos Podres a Legião Urbana, a Jonny Way durou pouco, mas não a musicalidade de Pablo, claro.
Produzido por Márcio Mello, gravado e mixado no Studio Benedito (Salvador) em maio de 2010 e masterizado por Ricardo Garcia no Magic Studo (Rio de Janeiro), a estética do álbum “Um dia desses” lembra, de cara, os trabalhos de um certo Jack Johnson, o cantor-surfista havaiano que praticamente inaugurou o segmento folk praieiro na cena pop mundial da era 2000.
A grande exceção do repertório é “Samba do bom”, delicioso samba jazz que realça as virtudes do compositor e dos músicos que o acompanham no disco: Renato Nunes (baixo), Perroni (bateria), Zito Mouro (teclados) e Alexandre Borges (gaita). Canções como a faixa-título, “Palavras cantadas” (com trecho vocal no estilo freestyle, chegado ao hip hop), “Perdido em São Paulo”, “Só nós dois” e “Saudade” evocam mesmo Jack Johnson.
Mas, calma, nada de pensar em cópia: trata-se de influência positiva, identificação que passa pela mesma vibe de mar, surfe e canções simples que têm o violão como base. Pablo Dominguez, aliás, descobriu primeiro não a música de Jack Johnson, mas o trabalho do artista americano como diretor de documentários de surfe (entre eles, o premiado “Thicker than water”, de 1997).
A levada cadenciada das músicas também tem algo da banda californiana Sublime (1988-1996) e do cantor baiano Márcio Mello, produtor musical do disco. Pablo se amarra no jeito de compor do autor de hits como “Tonelada de amor”, “Nobre vagabundo” e “Saudade de você”. Basta ouvir “Eu piro quando você passa”, com toque reggae e boa para escutar no iPod numa caminhada pela praia em dia ensolarado, para sentir a ligação com MM.
Em “Saudade”, Pablo Dominguez canta que “nessa vida tudo pode acontecer/ é só acreditar, não basta só querer/ tem que correr atrás, tem que fazer valer…”. Ideia esperta, pois não. Ele diz que tem cerca de cem canções inéditas e que “Um dia desses” é apenas o primeiro passo. Espero que, sempre a caminho do mar e das boas vibrações, com sua voz de timbre suave, o cantor siga à procura da melhor onda e do folk pop perfeito.
Hagamenon Brito
Site Oficial: www.pablodominguez.com.br
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